17 de junho de 2013

"Asfixiados". Foi assim que o zagueiro uruguaio Lugano definiu a derrota de ontem para a Espanha, apesar do placar mascarar o domínio que os espanhóis exerceram em campo. Se por um lado o "tikitaka" do Barcelona já tem antídoto, quando se trata de seleções, as adversárias parecem estar menos preparadas para o estilo que a Espanha também adotou. Estilo esse que no começo do jogo era executado diante de vaias da torcida, mas que depois foi acompanhado por gritos de "olé". Além do controle da posse de bola - já muito conhecido - que terminou 71% para aos espanhóis e 29% para os uruguaios, os jogadores da Fúria controlaram também as estatísticas de finalizações: 17 contra 4.
A Espanha toca, toca, toca, toca. E toca mais um pouco, regidos por Iniesta e Xavi, esperando por brechas. O técnico Del Bosque, visando conquistar o título inédito da Copa das Confederações, armou um time ofensivo, com o trio Soldado, Fábregas e Pedro na frente. Um gol aos 11 minutos saiu dos pés desse último, que pegou a sobra de um escanteio e resolveu arriscar. Chutou em direção ao gol, e a bola matou o goleiro Muslera ao desviar em Lugano.
O favoritismo vinha se confirmando aos 32 minutos, quando Soldado recebeu um belo passe de Fábregas e ampliou o placar. Foi seu sexto gol em 10 jogos, o que deixa o atacante do Valência com uma média de um gol a cada 68 minutos. O lado direito do Uruguai estava bem desprotegido, contando somente com Maxi Pereira para fazer a marcação, enquanto Lugano estava longe.
Mas quem conhece o Uruguai, sabe que eles não desistem. Faziam o que podiam diante dos passes rápidos e efetivos da Espanha - principalmente no meio de campo, por onde controlam o jogo -, inclusive distribuindo faltas.
No segundo tempo, Forlán e Lodeiro entraram para tentar esboçar uma reação, enquanto o plano da Espanha era administrar a vantagem e colocar o pé no freio. O jogo ficou sim menos dinâmico, também devido ao cansaço das duas equipes. Sob o calor de Recife, os 22 jogadores enfrentavam as consequências do ritmo intenso do primeiro tempo e também do desgaste pelo fim da temporada.
Aos 43 minutos do segundo tempo, chegou o gol uruguaio, mostrando que a Espanha é vulnerável somente em bolas aéreas ou paradas. Suárez cobrou uma falta no canto, eliminando qualquer chance de defesa para o goleiro Casillas. O atacante chegou aos 33 gols pelo Uruguai, se igualando ao companheiro Diego Forlán como maior artilheiro da história da seleção.
Apesar de estarem a um gol do empate, os uruguaios balançaram a rede tarde. Minutos depois, o apito final colocava fim na partida e extendia por mais um jogo a boa sequência de invencibilidade dos espanhóis.
"Se minha equipe jogar dez vezes contra a espanha, perderá nove", disse o técnico do Uruguai, Oscar Tabárez. Será que teremos alguma seleção capaz de bater a Fúria Espanhola em gramados brasileiros?

Giovanna Rinaldi

Créditos: André Rocha (ESPN)

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